Sobre Nós

INSTITUTO BICHO D’ÁGUA


O Bicho D'água tem como principal meta preencher lacunas, atualizar o conhecimento científico e promover a conservação da biodiversidade costeira amazônica em parceria com as comunidades locais. O Instituto Bicho D’água (IBD) vêm trabalhando com a conservação da fauna costeira paraense, com ênfase na Ilha de Marajó desde 2006.
O IBD desenvolve estudos com ênfase nos mamíferos aquáticos representativos do litoral amazônico: o boto-cinza (Sotalia guianensis), a recém descrita espécie de boto-do-Araguaia (Inia araguaiaensis), o peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis), o peixe-boi-marinho (T. manatus). Envolverá também as cinco tartarugas-marinhas que ocorrem no Brasil: tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), tartaruga-verde (Chelonia mydas), tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) e tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea). Visamos subsidiar a elaboração de estudos científicos e medidas técnicas para a conservação destas espécies e dos ecossistemas nos quais estão inseridas.
Todas nossas ações partem da valorização de identidade e do território como estímulo ao sentimento de pertencimento ao meio ambiente. Como consequência da sensibilização, as transformações socioambientais
promovidas pelos próprios atores sociais são aliadas essenciais para a multiplicação de ações sustentáveis com foco na conservação ambiental.  

 

HISTÓRICO E EXPERIÊNCIA DA INSTITUIÇÃO


O Instituto Bicho D’água: Conservação Socioambiental (Bicho D’água) foi criado em 2013 por pesquisadores do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (GEMAM), um grupo de pesquisa vinculado ao Setor de Mastozoologia do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), que vem desde 2006 atuando em diversas linhas de pesquisa relacionadas à biologia da conservação de mamíferos aquáticos da Amazônia. Entre as principais linhas
de pesquisa estão o levantamento da biodiversidade de mamíferos aquáticos, o monitoramento de parâmetros ambientais, caracterização das atividades de pesca, avaliação da presença de espécies ameaçadas de extinção. As atividades junto às populações locais têm grande destaque dentro das ações do Bicho D’água, utilizando como ferramenta o Conhecimento Ecológico Local (CEL) e a Educação Ambiental nos diversos projetos desenvolvidos pelo grupo.
Acreditamos que o sucesso dessa linha de pesquisa seja traduzido no comunicado cada vez mais frequente sobre o encalhe de filhotes de peixes-boi na Ilha de Marajó. O que permitiu o registro de 26 espécimes de peixes-bois, e
destes 10 foram resgatados vivos e encaminhados para a reabilitação ou soltura imediata.
O Instituto Bicho D’água atua em parceria com órgãos governamentais e do terceiro setor, tais como IBAMA, ICMBio, IDEFLOR-Bio, SEMMAS, UFPA, MPEG, FIOCRUZ, UERGS, UNISINOS, Instituto Araguaia, AERAJ e AMPAC. Os trabalhos realizados em parceria com órgãos governamentais de meio ambiente permitem que os resultados dos projetos executados sejam encaminhados como medidas para a conservação das espécies e os ambientes em que estão inseridas. As metodologias empregadas nas diversas linhas de pesquisa são discutidas e padronizadas, de forma que os resultados possam ganhar uma maior amplitude quando podem ser comparados com os resultados
de outras instituições. O Instituto Bicho D’água conquistou uma importante experiência com a linha socioambiental com a aproximação com organizações do Marajó do terceiro setor durante a execução do Projeto Bicho D’água. O resultado positivo desta interação permite que as ações socioambientais desenvolvidas estejam congruentes com as demandas locais.